O maior erro que alguém pode cometer em relação a Os Simpsons é referir-se a ele como um desenho para crianças ou, pior, mera diversão sobre idiotices familiares. Nada mais reles. Comentários assim revelam uma visão reduzidíssima para com a animação de TV mais inteligente e venenosa já produzida, capaz de em suas piadas e situações absurdas revelar mais sobre a sociedade e nós mesmos do que muitos estudos acadêmicos. Prova disso são os mais de 20 ensaios sobre a série contidos em Os Simpsons e a Filosofia (Editora Madras), coletânea coassinada por William Irwing, responsável por um livro nos mesmos moldes sobre Seinfeld. Os textos elevam a discussão a um outro nível, analisando os dilemas morais (principalmente) e a sátira à cultura contemporânea presentes nos mais de 20 anos do desenho do ponto de vista filosófico, com direito a citações de Nietzsche, Aristóteles, Sartre, Heidegger e outros pensadores. Uma obra que não só propõe uma abordagem diferente do pop, mas abre a mente para que Os Simpsons seja assistido de outra forma a partir de sua leitura.
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sexta-feira, 14 de junho de 2013
Os Simpsons é coisa séria
O maior erro que alguém pode cometer em relação a Os Simpsons é referir-se a ele como um desenho para crianças ou, pior, mera diversão sobre idiotices familiares. Nada mais reles. Comentários assim revelam uma visão reduzidíssima para com a animação de TV mais inteligente e venenosa já produzida, capaz de em suas piadas e situações absurdas revelar mais sobre a sociedade e nós mesmos do que muitos estudos acadêmicos. Prova disso são os mais de 20 ensaios sobre a série contidos em Os Simpsons e a Filosofia (Editora Madras), coletânea coassinada por William Irwing, responsável por um livro nos mesmos moldes sobre Seinfeld. Os textos elevam a discussão a um outro nível, analisando os dilemas morais (principalmente) e a sátira à cultura contemporânea presentes nos mais de 20 anos do desenho do ponto de vista filosófico, com direito a citações de Nietzsche, Aristóteles, Sartre, Heidegger e outros pensadores. Uma obra que não só propõe uma abordagem diferente do pop, mas abre a mente para que Os Simpsons seja assistido de outra forma a partir de sua leitura.
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