
Meus Encantos. Pode parecer redundante um título assim para um álbum de Paula Fernandes. Afinal, quem a conhece sabe do carisma, da sensualidade e da voz grave e macia que fizeram a fama da cantora. Para surpreender, ela aposta na ousadia.
Letras, figurinos e as declarações sobre o novo trabalho mostram uma mulher provocante, "o modelo de mulher brasileira", como se definiu a própria cantora. E foi com um sorriso contagiante e o sotaque inconfundível que ela lançou, na última terça-feira, no Credicard Hall, em São Paulo, seu sétimo álbum.
A cantora falou sobre suas parcerias no disco, com Zezé Di Camargo, em Mineirinha Ferveu, e Zé Ramalho, participação especial no álbum, cantando com ela a música Harmonia do Amor. Além das versões em português de seus duetos internacionais com Juanes, em Hoy me Voy, e Taylor Swift, em Long Live.
Ao ser questionada sobre essa exposição fora do Brasil, registrada em duas músicas do CD, Paula disse que uma carreira internacional não está nos objetivos dela, neste momento.
— Essa carreira internacional, se acontecer, será resultado de um trabalho bem sucedido aqui.
Sobre o processo de composição das músicas, Paula deixa claro que é algo intuitivo, que acontece naturalmente. Por isso, não costuma forçar a barra e nem exigir demais de si mesma.
Romântica e sonhadora, características que suas músicas deixam transparecer, Paula Fernandes se mostra mais provocante neste álbum — a começar pelas fotos de divulgação, sensuais e lindas — registrando que além de cantora, é um mulherão. Deixou de ser a mocinha com o violão da mão para mostrar que cresceu, cheia de formas, cintura fina, sabendo aonde quer chegar, mesmo que, em determinados momentos, a menina ainda suba ao palco.
E esses dois lados da musa do sertanejo estão bem enfatizados em Meus Encantos, pois, junto com a tradicional moda de viola e a forte influência do country americano, o disco também traz músicas com ritmos mais dançantes, porém com letras igualmente introspectivas. E sobre as músicas mais embaladas, Paula esclarece:
— Não é porque a música é dançante que ela precisa ser vazia.
Meus Encantos, Paula Fernandes. Universal Music, 15 faixas, R$ 24,90
Confira, na íntegra, a entrevista com Paula Fernandes:
Todas as músicas do seu novo CD são inéditas. Umas são novas e outras você resgatou do baú. Porque você decidiu trazer de volta essas músicas?
Paula Fernandes - A canção não envelhece, ela tem o seu momento. Algumas canções eu não imaginava gravar tão cedo. É uma coisa intuitiva, tem a ver com a sensibilidade, e foi o momento para trazê-las a tona.
Sobre o ensaio fotográfico, em que você ousou um pouco mais, de onde veio essa ideia, e o que você faz para manter a sua forma?
Paula - Eu não fiz esse projeto com o objetivo de vendê-lo, eu fiz porque faz parte do meu momento, e eu quero continuar a minha missão. Então, desde a construção dos arranjos até a produção da capa, eu participo de tudo. Eu quis demonstrar o que estou sentido nesse momento. Não é que eu decidi me mostrar ousada. Essa coisa de ter que agradar não me agrada. Fiz as fotos e achei legal. Além do mais, eu estou malhando pra caramba (rs). Particularmente, eu não gosto de mostrar barriga, mas achei a ideia bacana, que partiu de mim. Foi uma ideia minha e eu tô orgulhosa do projeto.
Seria uma outra imagem que você gostaria de passar?
Paula - Não, eu tenho todas as imagens. Sou a menina, que é mulher, que é romântica, que é apaixonada e que pode ousar com o corpo. Eu sou uma representante da mulher brasileira. Não sou perfeita, mas tenho meus encantos. A mulher tem que manter essa coisa de ser feminina. E eu sou uma mulher como todas as outras.
Sobre o corseletes, você acha que isso te ajuda a ser sensual?
Paula - A sensualidade não está na roupa, nem a vulgaridade. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Eu, particularmente, sempre gostei de marcar a cintura, e toda mulher tem seu truque, né? Quando dá vontade de usar eu uso.
Você acha que a beleza atrapalha a sua carreira?
Paula - A beleza é muito relativa. Nunca fui apegada a isso. Sou uma mulher vaidosa, sempre fui, e como toda mulher, gosto de me cuidar, mas não tenho essa fissura.
De onde você tira inspiração para as suas músicas?
Paula - É um processo intuitivo, e normalmente eu não raciocino, quanto mais eu raciocino pior fica. É um processo que simplesmente acontece.
Você sofreu algum tipo de pressão para superar o enorme sucesso de seu álbum anterior?
Paula - Muita gente me questionou, e eu também. E a resposta estava exatamente no que eu sinto. É natural que as pessoas pensem dessa forma e queiram que eu supere a marca de um milhão e 700 mil cópias. Só que a maneira disso acontecer é não me preocupando com isso, é reagindo de uma forma natural, porque eu pulso as minhas músicas. Eu não sou obrigada a nada, o que tiver de acontecer, vai acontecer.
Você acha que a sua voz e seu jeito de cantar nesse trabalho mudaram em relação aos anteriores?
Paula - Estou num processo de evolução. A gente tem sempre que buscar melhorar, e eu me cuido muito. Mas não acho que mudou muito, não. Talvez eu esteja um pouco mais solta.
Você acha que o seu sucesso serviu de inspiração para as outras meninas?
Paula - Nossa, sem dúvida! Inclusive eu recebo composições do Brasil todo, tanto de meninas quanto de meninos. Eu ouvi todas elas, mas não gravei, não por não estar bom, mas porque aquilo não estavam no meu momento.
Você disse que representa a mulher brasileira. Você acha que a sua música também pode representar o Brasil lá fora?
Paula - Sem dúvida, as parcerias internacionais apareceram em um momento ímpar da minha carreira. É como a cerejinha do bolo, são canções diferentes que se completam. É um motivo de orgulho e responsabilidade. Essa carreira internacional, se acontecer, será resultado de um trabalho bem sucedido aqui.
Apesar do longo tempo de carreira, seu sucesso nos últimos dois anos foi muito grande. Na sua opinião, a que você atribui esse sucesso tão grande?
Paula - Eu acho que é o fato da minha música ser verdadeira.
As parcerias internacionais e o ritmo mais dançante do Meus Encantos têm a intenção de atingir outro tipo de público?
Paula - Em momento nenhum eu pensei em atingir outro tipo de público. Meus Encantos tem a cara do meu momento, do meu presente. E eu quis preservar essa coisa da balada. Acredito que a música, por ser dançante, não tem que ser vazia. Acho que dá pra ter uma mensagem forte ali. É um grande desafio mesmo, principalmente em um momento em que parece que a música dançante precisa ser vazia e não dizer nada. Eu não concordo com isso.
Se você pudesse definir a Paula menina e a Paula mulher nesse disco, como você o faria?
Paula - Barco de Papel representa a menina; e Mineirinha Ferveu, a mulher.
Letras, figurinos e as declarações sobre o novo trabalho mostram uma mulher provocante, "o modelo de mulher brasileira", como se definiu a própria cantora. E foi com um sorriso contagiante e o sotaque inconfundível que ela lançou, na última terça-feira, no Credicard Hall, em São Paulo, seu sétimo álbum.
A cantora falou sobre suas parcerias no disco, com Zezé Di Camargo, em Mineirinha Ferveu, e Zé Ramalho, participação especial no álbum, cantando com ela a música Harmonia do Amor. Além das versões em português de seus duetos internacionais com Juanes, em Hoy me Voy, e Taylor Swift, em Long Live.
Ao ser questionada sobre essa exposição fora do Brasil, registrada em duas músicas do CD, Paula disse que uma carreira internacional não está nos objetivos dela, neste momento.
— Essa carreira internacional, se acontecer, será resultado de um trabalho bem sucedido aqui.
Sobre o processo de composição das músicas, Paula deixa claro que é algo intuitivo, que acontece naturalmente. Por isso, não costuma forçar a barra e nem exigir demais de si mesma.
Romântica e sonhadora, características que suas músicas deixam transparecer, Paula Fernandes se mostra mais provocante neste álbum — a começar pelas fotos de divulgação, sensuais e lindas — registrando que além de cantora, é um mulherão. Deixou de ser a mocinha com o violão da mão para mostrar que cresceu, cheia de formas, cintura fina, sabendo aonde quer chegar, mesmo que, em determinados momentos, a menina ainda suba ao palco.
E esses dois lados da musa do sertanejo estão bem enfatizados em Meus Encantos, pois, junto com a tradicional moda de viola e a forte influência do country americano, o disco também traz músicas com ritmos mais dançantes, porém com letras igualmente introspectivas. E sobre as músicas mais embaladas, Paula esclarece:
— Não é porque a música é dançante que ela precisa ser vazia.
Meus Encantos, Paula Fernandes. Universal Music, 15 faixas, R$ 24,90
Confira, na íntegra, a entrevista com Paula Fernandes:
Todas as músicas do seu novo CD são inéditas. Umas são novas e outras você resgatou do baú. Porque você decidiu trazer de volta essas músicas?
Paula Fernandes - A canção não envelhece, ela tem o seu momento. Algumas canções eu não imaginava gravar tão cedo. É uma coisa intuitiva, tem a ver com a sensibilidade, e foi o momento para trazê-las a tona.
Sobre o ensaio fotográfico, em que você ousou um pouco mais, de onde veio essa ideia, e o que você faz para manter a sua forma?
Paula - Eu não fiz esse projeto com o objetivo de vendê-lo, eu fiz porque faz parte do meu momento, e eu quero continuar a minha missão. Então, desde a construção dos arranjos até a produção da capa, eu participo de tudo. Eu quis demonstrar o que estou sentido nesse momento. Não é que eu decidi me mostrar ousada. Essa coisa de ter que agradar não me agrada. Fiz as fotos e achei legal. Além do mais, eu estou malhando pra caramba (rs). Particularmente, eu não gosto de mostrar barriga, mas achei a ideia bacana, que partiu de mim. Foi uma ideia minha e eu tô orgulhosa do projeto.
Seria uma outra imagem que você gostaria de passar?
Paula - Não, eu tenho todas as imagens. Sou a menina, que é mulher, que é romântica, que é apaixonada e que pode ousar com o corpo. Eu sou uma representante da mulher brasileira. Não sou perfeita, mas tenho meus encantos. A mulher tem que manter essa coisa de ser feminina. E eu sou uma mulher como todas as outras.
Sobre o corseletes, você acha que isso te ajuda a ser sensual?
Paula - A sensualidade não está na roupa, nem a vulgaridade. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Eu, particularmente, sempre gostei de marcar a cintura, e toda mulher tem seu truque, né? Quando dá vontade de usar eu uso.
Você acha que a beleza atrapalha a sua carreira?
Paula - A beleza é muito relativa. Nunca fui apegada a isso. Sou uma mulher vaidosa, sempre fui, e como toda mulher, gosto de me cuidar, mas não tenho essa fissura.
De onde você tira inspiração para as suas músicas?
Paula - É um processo intuitivo, e normalmente eu não raciocino, quanto mais eu raciocino pior fica. É um processo que simplesmente acontece.
Você sofreu algum tipo de pressão para superar o enorme sucesso de seu álbum anterior?
Paula - Muita gente me questionou, e eu também. E a resposta estava exatamente no que eu sinto. É natural que as pessoas pensem dessa forma e queiram que eu supere a marca de um milhão e 700 mil cópias. Só que a maneira disso acontecer é não me preocupando com isso, é reagindo de uma forma natural, porque eu pulso as minhas músicas. Eu não sou obrigada a nada, o que tiver de acontecer, vai acontecer.
Você acha que a sua voz e seu jeito de cantar nesse trabalho mudaram em relação aos anteriores?
Paula - Estou num processo de evolução. A gente tem sempre que buscar melhorar, e eu me cuido muito. Mas não acho que mudou muito, não. Talvez eu esteja um pouco mais solta.
Você acha que o seu sucesso serviu de inspiração para as outras meninas?
Paula - Nossa, sem dúvida! Inclusive eu recebo composições do Brasil todo, tanto de meninas quanto de meninos. Eu ouvi todas elas, mas não gravei, não por não estar bom, mas porque aquilo não estavam no meu momento.
Você disse que representa a mulher brasileira. Você acha que a sua música também pode representar o Brasil lá fora?
Paula - Sem dúvida, as parcerias internacionais apareceram em um momento ímpar da minha carreira. É como a cerejinha do bolo, são canções diferentes que se completam. É um motivo de orgulho e responsabilidade. Essa carreira internacional, se acontecer, será resultado de um trabalho bem sucedido aqui.
Apesar do longo tempo de carreira, seu sucesso nos últimos dois anos foi muito grande. Na sua opinião, a que você atribui esse sucesso tão grande?
Paula - Eu acho que é o fato da minha música ser verdadeira.
As parcerias internacionais e o ritmo mais dançante do Meus Encantos têm a intenção de atingir outro tipo de público?
Paula - Em momento nenhum eu pensei em atingir outro tipo de público. Meus Encantos tem a cara do meu momento, do meu presente. E eu quis preservar essa coisa da balada. Acredito que a música, por ser dançante, não tem que ser vazia. Acho que dá pra ter uma mensagem forte ali. É um grande desafio mesmo, principalmente em um momento em que parece que a música dançante precisa ser vazia e não dizer nada. Eu não concordo com isso.
Se você pudesse definir a Paula menina e a Paula mulher nesse disco, como você o faria?
Paula - Barco de Papel representa a menina; e Mineirinha Ferveu, a mulher.
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